O preenchimento com ácido hialurônico em Blumenau é procurado por pacientes que desejam tratar determinadas alterações de volume, contorno ou proporção facial. Entretanto, identificar uma depressão, um sulco ou uma mudança no contorno não significa automaticamente que aquela região precise receber preenchimento.
Na minha prática, procuro começar por uma pergunta anterior:
O que está causando aquilo que incomoda esse paciente?
O envelhecimento facial não acontece apenas porque perdemos volume. Pele, compartimentos de gordura, músculos, estruturas de sustentação e esqueleto facial participam desse processo de maneiras diferentes.
Por isso, considero um princípio particularmente importante quando falamos em preenchimento facial:
nem toda face que envelhece precisa de mais volume.
Antes de decidir onde colocar ácido hialurônico, procuro compreender a anatomia, as proporções e aquilo que realmente precisa ser tratado.
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo e também utilizada na fabricação de diferentes produtos injetáveis empregados na medicina.
Na estética facial, determinados preenchedores à base de ácido hialurônico podem modificar volumes, contornos ou depressões quando existe indicação.
Entretanto, os produtos não são todos iguais.
Existem diferenças em características físicas, comportamento nos tecidos e indicações. Além disso, profundidade de aplicação, quantidade utilizada, anatomia da região e objetivo do tratamento interferem no planejamento.
Por isso, não considero o preenchimento simplesmente como a colocação de determinado número de seringas.
O produto é uma ferramenta. A indicação deve vir antes da escolha da ferramenta.
O envelhecimento facial é tridimensional.
Com o passar do tempo, podem ocorrer modificações na pele, nos compartimentos de gordura, nos ligamentos, nos músculos e até no esqueleto facial.
Além disso, determinados tecidos podem mudar de posição.
Isso significa que uma região aparentemente “vazia” nem sempre representa apenas falta de volume naquele ponto.
Às vezes, o que percebemos externamente resulta da combinação de diferentes alterações.
Por isso, simplesmente adicionar volume exatamente onde existe uma depressão pode não ser a melhor resposta.
Antes de preencher uma região, precisamos compreender por que aquela alteração existe.
Dependendo da avaliação e das características do produto, o preenchimento com ácido hialurônico pode contribuir para diferentes objetivos.
Entre eles estão a modificação de determinados contornos, reposição de volume em regiões selecionadas, tratamento de algumas depressões, melhora de proporções e outras indicações específicas.
Entretanto, não considero adequado transformar essas possibilidades em um protocolo no qual diferentes regiões da face precisam necessariamente receber preenchimento.
Uma pessoa pode ter indicação para tratar apenas uma região. Outra pode necessitar de estratégia diferente.
E existe também a possibilidade de o preenchimento não ser a melhor escolha.
Não necessariamente.
“Harmonização facial” tornou-se uma expressão ampla, utilizada para descrever diferentes combinações de procedimentos estéticos.
Eu prefiro raciocinar de maneira diferente.
Em vez de partir de um conjunto predeterminado de regiões a modificar, procuro analisar individualmente aquilo que incomoda o paciente e o que encontramos na avaliação.
O objetivo não é fazer uma face se aproximar de um modelo padronizado.
É compreender proporções, preservar identidade e decidir quais modificações — se alguma — realmente fazem sentido para aquela pessoa.
Não.
Esse é provavelmente um dos conceitos mais importantes desta página.
Quando existe indicação, adicionar volume pode produzir uma modificação desejável. Porém, ultrapassar aquilo que a anatomia e as proporções comportam pode modificar características individuais e produzir uma aparência diferente daquela que o paciente buscava.
Portanto:
mais produto não significa necessariamente mais rejuvenescimento.
Existe um equilíbrio entre tratar determinada alteração e preservar aquilo que caracteriza aquele rosto.
Por isso, uma das decisões mais importantes no preenchimento facial não é apenas onde colocar, mas também:
quanto colocar — e quando parar.
Não considero sucesso a transformação de todas as características relacionadas ao envelhecimento.
Faces possuem assimetrias, proporções, volumes e expressões individuais.
Meu planejamento procura identificar aquilo que realmente incomoda e avaliar se existe uma intervenção capaz de modificá-lo sem alterar desnecessariamente outras características.
Em alguns pacientes isso pode significar recuperar discretamente determinado volume. Em outros, melhorar um contorno ou tratar uma depressão específica.
E, em determinadas situações, naturalidade significa justamente não acrescentar volume.
Os lábios são uma região em que proporção e individualidade possuem especial importância.
Tamanho, formato, projeção, relação entre lábio superior e inferior e integração com o restante da face variam entre as pessoas.
Por isso, não considero adequado definir previamente um volume ideal para todos os pacientes.
Antes de um preenchimento labial, procuro compreender qual característica incomoda, analisar proporções e discutir o que pode ou não ser modificado.
O objetivo não precisa ser aumentar significativamente o tamanho.
Dependendo do caso, a discussão pode envolver contorno, proporção, pequenas assimetrias ou volume.
A seringa não deveria determinar o resultado. A anatomia e o objetivo devem determinar quanto produto realmente faz sentido utilizar.
Não.
“Olheira” é um termo utilizado para alterações diferentes.
Pigmentação da pele, vasos aparentes, anatomia da região, perda de volume, bolsas de gordura, flacidez e transição entre pálpebra e bochecha podem contribuir para a aparência da região inferior dos olhos.
Por isso, o diagnóstico é particularmente importante.
Se o problema predominante não corresponder a uma alteração que o preenchimento consiga tratar adequadamente, adicionar ácido hialurônico pode não solucionar aquilo que realmente incomoda.
Em algumas situações, alterações estruturais das pálpebras podem justificar a discussão de outras estratégias, inclusive a blefaroplastia.
Não necessariamente.
Um sulco pode ser consequência de diferentes fatores e não deve ser analisado isoladamente.
Às vezes, a alteração percebida naquele ponto está relacionada a mudanças que ocorreram em regiões próximas ou em planos mais profundos.
Por isso, meu planejamento não parte automaticamente da ideia de colocar produto exatamente onde existe uma linha.
Tratar o local onde enxergamos o problema e tratar a estrutura responsável pelo problema podem ser coisas diferentes.
Essa distinção é uma das razões pelas quais a avaliação anatômica é tão importante.
O ácido hialurônico também pode contribuir para determinadas modificações de contorno.
Entretanto, antes de indicar preenchimento na mandíbula ou em outras regiões do contorno facial, é necessário compreender o que está produzindo a perda de definição.
Em alguns pacientes pode existir uma questão predominantemente relacionada a volume ou projeção. Em outros, flacidez e mudança de posição dos tecidos podem ser componentes mais importantes.
Nesses casos, simplesmente acrescentar volume pode não tratar adequadamente a causa da alteração.
Quando existe flacidez estrutural mais significativa, podemos precisar discutir outras estratégias, inclusive o lifting facial, quando houver indicação.
São tratamentos diferentes.
A toxina botulínica atua principalmente reduzindo temporariamente a atividade de determinados músculos.
O ácido hialurônico pode modificar determinados volumes, contornos ou depressões quando existe indicação.
Portanto, não devemos tratar automaticamente da mesma maneira uma linha causada predominantemente pela contração muscular e uma alteração relacionada ao volume.
A pergunta não é:
“Toxina ou preenchimento: qual é melhor?”
A pergunta é:
“Qual estrutura está produzindo aquilo que queremos tratar?”
Também são estratégias diferentes.
Os preenchedores com ácido hialurônico podem produzir alterações de volume e contorno de acordo com o produto e a técnica empregados.
Os bioestimuladores de colágeno, por outro lado, têm como objetivo estimular uma resposta do tecido relacionada à produção de colágeno.
Uma estratégia não substitui automaticamente a outra.
Em alguns pacientes, podemos considerar determinada associação, enquanto outros necessitam apenas de uma abordagem.
Sim, quando existem indicações distintas.
Mas combinar mais procedimentos não significa necessariamente oferecer um tratamento melhor.
Se encontramos alterações diferentes que justificam abordagens diferentes, uma combinação pode fazer sentido. Entretanto, não considero adequado partir da ideia de que todos os pacientes precisam realizar um conjunto de procedimentos.
O planejamento deve buscar o necessário, e não o máximo possível.
Essa diferença é importante para preservar naturalidade e manter o tratamento relacionado ao diagnóstico.
A duração pode variar.
Produto utilizado, região tratada, características individuais, quantidade, técnica e outros fatores podem interferir na permanência do efeito.
Além disso, o comportamento de um preenchimento não deve ser interpretado apenas a partir de um prazo fixo divulgado para determinado produto.
Por isso, prefiro discutir duração como uma estimativa e não como uma promessa.
Da mesma maneira, não considero adequado estabelecer automaticamente um calendário de reaplicações para todos.
A necessidade de um novo tratamento deve partir de nova avaliação, e não apenas da passagem do tempo.
Uma característica importante de determinados preenchedores à base de ácido hialurônico é a possibilidade de utilização da hialuronidase, uma enzima capaz de degradar ácido hialurônico.
Entretanto, chamar o tratamento simplesmente de “reversível” pode transmitir uma sensação de simplicidade que nem sempre corresponde à realidade clínica.
A necessidade de utilizar hialuronidase, a quantidade, o momento e a estratégia dependem da situação encontrada.
Além disso, a possibilidade de degradar o produto não transforma o procedimento em algo isento de riscos.
O objetivo continua sendo realizar uma indicação adequada e um planejamento cuidadoso desde o início.
Para quem procura preenchimento com ácido hialurônico em Blumenau, considero particularmente importante compreender que procedimentos injetáveis também apresentam riscos.
Podem ocorrer manifestações como dor, edema, vermelhidão, sensibilidade, hematomas, assimetrias, irregularidades e outras intercorrências.
Existem também complicações menos frequentes e potencialmente mais graves.
Uma das que merece especial atenção em preenchimentos é a oclusão vascular, que pode ocorrer quando há comprometimento do fluxo sanguíneo relacionado à aplicação.
Dependendo do vaso e da região envolvidos, as consequências podem ser importantes e exigir reconhecimento e tratamento rápidos.
É justamente por isso que conhecimento anatômico, avaliação clínica e capacidade de reconhecer uma complicação fazem parte da segurança do procedimento.
Porque uma seringa não entra apenas em uma região estética.
Ela entra em uma estrutura anatômica.
A face possui uma rede de artérias e veias que apresenta relações específicas com músculos, gordura, ossos e outros tecidos. Existem ainda variações anatômicas entre indivíduos.
Por isso, o planejamento deve considerar não apenas o local onde desejamos obter determinado efeito, mas também quais estruturas existem no caminho até ele.
Como cirurgião plástico, estou habituado a pensar a face em planos anatômicos e nas relações entre pele, gordura, músculos, vasos, nervos e esqueleto.
Essa visão tridimensional influencia também meu planejamento dos procedimentos minimamente invasivos.
Não necessariamente.
O tempo necessário para realizar uma aplicação não representa o tempo necessário para adquirir o conhecimento utilizado naquela decisão.
Construí minha formação médica e cirúrgica ao longo de mais de 12 anos de estudo, até concluir minha especialização em Cirurgia Plástica.
Essa formação influencia a maneira como avalio também um preenchimento facial.
Para mim, a decisão não começa com:
“Quantas seringas?”
Começa com:
Existe indicação?
O que está causando essa alteração?
Qual estrutura estamos tentando modificar?
Onde estão os vasos e demais estruturas relevantes?
Quanto volume realmente precisamos?
O que devemos preservar?
Quais são os riscos?
E como conduziremos uma eventual complicação?
Uma parte importante da percepção de segurança está relacionada ao que acontece se algo não evoluir como esperado.
Nenhum procedimento permite prometer risco zero.
Por isso, antes de realizar um preenchimento, considero importante que o paciente compreenda possíveis intercorrências, sinais que merecem atenção e como deverá entrar em contato caso perceba algo diferente do esperado.
Existe uma pergunta que considero especialmente relevante:
“Se ocorrer uma complicação, quem estará preparado para reconhecê-la, estabelecer o diagnóstico e iniciar a conduta necessária?”
Minha responsabilidade como médico e cirurgião plástico não termina quando retiro a agulha ou a cânula.
Ela inclui o acompanhamento e a capacidade de reconhecer quando a evolução não corresponde ao esperado.
O procedimento pode ser rápido. A responsabilidade sobre ele não termina quando a aplicação acaba.
Não.
A quantidade de produto faz parte do tratamento, mas não representa sozinha aquilo que está sendo realizado.
Antes da aplicação existem avaliação, diagnóstico, indicação e planejamento anatômico. Durante o procedimento existem escolhas relacionadas ao produto, quantidade, região e técnica. Depois, existe acompanhamento.
Por isso, acredito que comparar um preenchimento exclusivamente pelo preço de uma seringa deixa de considerar uma parte importante do cuidado.
O valor não está apenas no produto colocado na face, mas no conhecimento utilizado para decidir se devemos colocá-lo, onde, quanto e como cuidar do paciente caso algo não evolua como esperado.
Saber quando não preencher é tão importante quanto saber realizar um preenchimento.
Posso não indicar o procedimento quando a alteração que incomoda não corresponde a algo que o produto consiga tratar adequadamente, quando existe contraindicação, quando a relação entre benefício e risco não me parece apropriada ou quando as expectativas não são compatíveis com aquilo que conseguimos alcançar.
Também existem situações em que acrescentar volume pode apenas mascarar temporariamente uma alteração estrutural que deveria ser discutida de outra maneira.
Em alguns pacientes com flacidez mais significativa, por exemplo, continuar adicionando volume pode não ser a estratégia mais coerente.
Nesses casos, podemos discutir outras possibilidades, inclusive procedimentos como o lifting facial, quando houver indicação.
Saber preencher é importante. Saber quando não preencher também faz parte do tratamento.
Na consulta, procuro primeiro compreender aquilo que realmente incomoda o paciente.
Depois avalio a face de maneira global e não apenas a região apontada como problema.
Observo proporções, volumes, contornos, assimetrias, pele, movimentos e a relação entre diferentes regiões.
Somente então discutimos se existe indicação para preenchimento, quais seriam seus objetivos, limitações, alternativas e possíveis riscos.
Ao avaliar um paciente para preenchimento com ácido hialurônico em Blumenau, minha primeira pergunta não é quantas seringas serão utilizadas.
A primeira pergunta é:
o que realmente precisamos tratar?
Para pacientes que procuram preenchimento com ácido hialurônico em Blumenau, meu planejamento parte do diagnóstico e da anatomia, e não de um protocolo predeterminado de regiões ou quantidades.
Quando existe indicação, o ácido hialurônico pode ser uma ferramenta interessante para modificar determinados volumes, depressões ou contornos.
Mas ele não trata todos os componentes do envelhecimento facial.
Em determinadas situações, toxina botulínica, bioestimuladores ou outras estratégias podem fazer mais sentido. Em alterações estruturais mais significativas, uma abordagem cirúrgica pode precisar ser discutida.
E existe ainda uma possibilidade que considero fundamental preservar:
não realizar nenhum procedimento naquele momento.
Produtos e técnicas continuarão evoluindo. Alguns princípios, entretanto, permanecem:
diagnóstico antes do tratamento, conhecimento anatômico, indicação individualizada, segurança, proporção e respeito às características de cada pessoa.
Dependendo do produto, da região e da indicação, o ácido hialurônico pode modificar determinados volumes, contornos, proporções ou depressões faciais.
Não. Possuem mecanismos e objetivos diferentes. A toxina atua principalmente sobre a atividade muscular, enquanto o preenchimento modifica determinados volumes e contornos quando existe indicação.
Não. Um sulco pode resultar de alterações em diferentes estruturas. Antes de preencher diretamente uma região, é importante compreender por que aquela alteração existe.
Não. Existem diferentes causas para aquilo que chamamos de olheira, e algumas delas não possuem indicação de preenchimento.
A duração varia conforme produto, região tratada, características individuais, técnica e outros fatores. Prefiro trabalhar com estimativas e não com promessa de um prazo idêntico para todos.
Existe a possibilidade de utilização de hialuronidase para degradar ácido hialurônico em determinadas situações. Entretanto, isso não significa que o procedimento seja isento de riscos ou que toda situação possa ser tratada de maneira simples.
O resultado depende de anatomia, indicação, produto, quantidade, técnica e objetivos. Acrescentar volume além do necessário pode modificar características e proporções individuais.
Não. O diagnóstico e o objetivo do tratamento devem orientar a quantidade utilizada. Mais produto não significa necessariamente um resultado melhor.
Sim. Procedimentos injetáveis não são isentos de riscos. Podem ocorrer efeitos locais e complicações menos frequentes, algumas potencialmente importantes, como comprometimento vascular.
Porque a face contém vasos, nervos, músculos, gordura, ligamentos e outras estruturas distribuídas em diferentes planos. Conhecer essas relações é importante para o planejamento e para a segurança.
Primeiro é necessário identificar o que está produzindo a alteração. Os três tratamentos possuem mecanismos e objetivos diferentes. Portanto, a escolha deve partir do diagnóstico.
Quando adicionar volume não trata adequadamente a alteração, quando existe contraindicação ou quando outra estratégia apresenta uma relação mais coerente entre objetivo, anatomia, benefício e risco.
Dr. Leonardo Aguiar
Cirurgião Plástico
CRM-SC 9847 | RQE 8345
Conteúdo de caráter educativo. As informações desta página não substituem avaliação médica individual, necessária para estabelecer indicação, contraindicações, riscos e planejamento do tratamento.