O bioestimulador de colágeno em Blumenau é procurado principalmente por pacientes interessados em melhorar determinadas características relacionadas à qualidade da pele e à flacidez.
Entretanto, antes de escolher um produto ou uma técnica, considero importante responder a uma pergunta mais básica:
O que realmente está produzindo a alteração que incomoda esse paciente?
O envelhecimento facial não acontece em uma única estrutura.
Pele, gordura, ligamentos, músculos e esqueleto facial sofrem modificações ao longo do tempo. Além disso, os tecidos podem perder qualidade, mudar de posição ou apresentar alterações de volume.
Por isso, nem toda flacidez é igual — e nem toda alteração relacionada ao envelhecimento deve receber o mesmo tratamento.
Quando penso em bioestimulação, parto de um princípio:
Antes de estimular colágeno, precisamos compreender o que estamos tentando tratar.
Bioestimuladores de colágeno são produtos injetáveis capazes de desencadear uma resposta tecidual que envolve, entre outros processos, estímulo à produção de colágeno.
Entre as substâncias utilizadas com essa finalidade estão o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA).
Esses produtos apresentam características diferentes e não devem ser considerados simplesmente versões distintas de um mesmo tratamento. A escolha depende da indicação, da região, das características dos tecidos, do produto específico e dos objetivos definidos durante a avaliação.
Por isso, minha decisão não começa pela pergunta:
“Qual bioestimulador vamos usar?”
Começa por outra:
“Existe indicação para estimular colágeno neste paciente?”
O produto é uma ferramenta. Antes de escolher a ferramenta, precisamos compreender o problema que pretendemos tratar.
O colágeno é um dos componentes da matriz extracelular e participa das propriedades estruturais da pele e de outros tecidos.
Com o envelhecimento, ocorrem diferentes modificações na pele, inclusive alterações relacionadas ao colágeno.
Os chamados bioestimuladores procuram provocar uma resposta tecidual que favoreça a produção e a remodelação de colágeno.
Isso ajuda a compreender uma característica importante desse tipo de tratamento:
Bioestimulação não significa simplesmente preencher um espaço.
O objetivo e o mecanismo não são exatamente os mesmos de um preenchimento convencional.
Além disso, a resposta biológica acontece ao longo do tempo. Portanto, não considero adequado apresentar o bioestimulador como um procedimento capaz de produzir uma transformação imediata e previsível em todos os pacientes.
Não necessariamente.
Essa diferença é particularmente importante.
O preenchimento com ácido hialurônico pode modificar determinados volumes, contornos ou depressões, dependendo do produto e da indicação.
Já os bioestimuladores têm como um de seus principais objetivos induzir uma resposta do tecido relacionada à produção e à remodelação de colágeno.
Isso não significa que os efeitos dos diferentes produtos sejam completamente separados. Algumas formulações podem apresentar características mecânicas e biológicas que se sobrepõem em determinados aspectos.
Por isso, não gosto de reduzir a decisão a:
“Preenchimento ou bioestimulador: qual é melhor?”
A pergunta mais útil é:
“Qual alteração estamos tentando tratar?”
Se o problema está predominantemente relacionado ao volume, uma estratégia pode fazer sentido. Se está relacionado à qualidade dos tecidos ou a determinados graus de flacidez, outra estratégia pode ser discutida.
E, em alguns pacientes, nenhuma dessas alternativas será necessariamente a melhor escolha.
Pode fazer parte do tratamento de determinadas situações relacionadas à flacidez, mas essa resposta precisa de uma ressalva importante:
Flacidez não é um diagnóstico único.
Quando alguém diz que possui “flacidez facial”, diferentes estruturas podem estar envolvidas.
Pode existir uma alteração predominantemente da pele. Em outros casos, há mudança de posição dos tecidos mais profundos, perda da definição do contorno mandibular, alterações do pescoço ou uma combinação de diferentes fatores.
Portanto, observar uma face com flacidez não significa automaticamente indicar um bioestimulador.
Primeiro precisamos compreender onde está o problema, quais estruturas participam dele e qual é sua magnitude.
Essa distinção é especialmente importante porque tratamentos injetáveis possuem limites.
Não.
Esse é um conceito que considero fundamental para compreender o envelhecimento facial.
Uma coisa é a qualidade do tecido.
Outra é a posição das estruturas.
Podemos encontrar uma pele com determinadas alterações de espessura, elasticidade ou qualidade. Ao mesmo tempo, podemos observar tecidos que mudaram de posição com o envelhecimento.
Estimular uma resposta relacionada ao colágeno pode contribuir para determinadas características do tecido quando existe indicação.
Entretanto, isso não significa que o procedimento consiga reposicionar de maneira significativa estruturas que sofreram alterações mais profundas.
Melhorar características do tecido e reposicionar tecidos são objetivos diferentes.
Essa diferença ajuda a estabelecer expectativas mais realistas e, principalmente, a escolher uma estratégia coerente com aquilo que realmente está causando a alteração.
Não considero adequado pensar dessa maneira.
Bioestimuladores e lifting facial possuem mecanismos, indicações e possibilidades diferentes.
Em determinados pacientes com alterações mais discretas relacionadas à qualidade dos tecidos, tratamentos não cirúrgicos podem fazer sentido.
Por outro lado, quando existe flacidez estrutural mais significativa, deslocamento dos tecidos profundos, perda importante da definição mandibular ou alterações relevantes do pescoço, precisamos avaliar se um tratamento injetável conseguirá realmente atuar sobre aquilo que incomoda.
Nessas situações, continuar acrescentando procedimentos minimamente invasivos pode não solucionar o componente estrutural predominante.
Quando existe indicação cirúrgica, podemos discutir uma estratégia como o lifting facial.
Isso não significa que cirurgia seja sempre necessária.
Significa apenas que tratamentos diferentes resolvem problemas diferentes.
Não necessariamente.
Essa é uma das razões pelas quais considero importante avaliar a face de maneira global.
Em alguns pacientes, a percepção do envelhecimento pode levar à ideia de que precisamos recuperar continuamente volumes.
Entretanto, nem toda mudança relacionada à idade corresponde à perda de volume.
Às vezes, existe alteração na posição dos tecidos. Em outras situações, a qualidade da pele participa de maneira importante. Frequentemente, diferentes componentes coexistem.
Por isso, simplesmente adicionar produto pode não representar a estratégia mais coerente.
O objetivo não deveria ser colocar mais produto na face. Deveria ser identificar qual estrutura realmente precisa de tratamento.
A resposta depende do produto, da forma de utilização, da indicação e das características individuais.
Esse é outro motivo pelo qual não considero adequado falar de “bioestimulador” como se todos os produtos tivessem exatamente o mesmo comportamento.
A hidroxiapatita de cálcio, por exemplo, apresenta propriedades que dependem também da formulação e da maneira como o produto é utilizado.
O ácido poli-L-láctico possui características próprias e produz uma resposta que se desenvolve ao longo do tempo.
Portanto, não considero correto prometer genericamente que determinado bioestimulador “não dá volume” em qualquer circunstância.
Precisamos discutir:
Qual produto? Para qual região? Com qual objetivo? Em qual paciente? E dentro de qual indicação?
Existem produtos injetáveis baseados em diferentes substâncias.
Duas das mais conhecidas no contexto da bioestimulação são o ácido poli-L-láctico (PLLA) e a hidroxiapatita de cálcio (CaHA).
O ácido poli-L-láctico é um material biocompatível e biodegradável utilizado em produtos injetáveis capazes de induzir uma resposta tecidual relacionada à formação de colágeno.
A hidroxiapatita de cálcio também está presente em produtos injetáveis e pode apresentar efeitos relacionados tanto às características físicas do produto quanto à resposta tecidual, dependendo da formulação e da maneira como é utilizada.
Entretanto, essa descrição não significa que sejam produtos intercambiáveis.
Cada produto possui características, indicações e Instruções de Uso específicas.
Por isso:
O nome do produto não deve vir antes do diagnóstico.
Não.
Embora ambos possam participar de estratégias de bioestimulação, possuem características diferentes.
A seleção depende de fatores como a região que pretendemos tratar, características dos tecidos, objetivo, produto específico e planejamento individual.
Por isso, evito transformar essa escolha em uma disputa entre substâncias.
Não considero que a pergunta mais útil seja:
“Qual é o melhor bioestimulador?”
Prefiro perguntar:
“Qual estratégia apresenta uma relação mais coerente entre diagnóstico, objetivo, anatomia, benefício e risco para este paciente?”
Em alguns casos, a resposta pode inclusive ser não utilizar nenhum deles.
A resposta relacionada à bioestimulação tende a ocorrer de maneira progressiva.
Isso acontece porque uma parte importante do objetivo do tratamento está relacionada a processos biológicos que necessitam de tempo.
Entretanto, o comportamento varia conforme o produto, a indicação, a técnica e as características individuais.
Por isso, não considero adequado estabelecer para todos os pacientes uma data exata em que determinado resultado deverá aparecer.
Processos biológicos não funcionam como um cronômetro.
Podemos trabalhar com expectativas e períodos aproximados, mas não com uma promessa idêntica para todos.
Também existe variação.
Produto, região, características individuais, estratégia utilizada e outros fatores podem influenciar a evolução.
Além disso, resultados encontrados em estudos ou apresentados para determinado produto não devem ser automaticamente transformados em uma promessa individual.
Por isso, prefiro discutir duração como estimativa, e não como garantia.
Da mesma maneira, não considero adequado estabelecer um calendário automático de reaplicações simplesmente porque determinado intervalo de tempo passou.
Uma nova indicação deve partir de uma nova avaliação.
O fato de um paciente ter realizado bioestimulação anteriormente não significa automaticamente que precise repetir o procedimento.
Não considero adequado estabelecer previamente o mesmo número de sessões para todos.
A estratégia depende do produto, da indicação, da região, das características individuais e da resposta observada.
Além disso, produtos diferentes possuem recomendações e condições de utilização próprias.
Portanto, o tratamento não deveria começar com um pacote predeterminado.
Primeiro avaliamos.
Depois definimos o objetivo.
Somente então discutimos qual estratégia faz sentido.
O número de sessões deve ser consequência do planejamento, e não o ponto de partida dele.
Sim, quando existem indicações diferentes que justifiquem as duas abordagens.
Entretanto, combinar procedimentos não significa necessariamente produzir um tratamento melhor.
Se existe uma alteração de volume que justifique preenchimento e outra característica que justifique bioestimulação, podemos discutir estratégias complementares.
Por outro lado, se não existe indicação para uma das abordagens, não vejo razão para adicioná-la apenas para aumentar o número de procedimentos.
Mais tratamentos não significam necessariamente um planejamento melhor.
Também pode existir indicação para associar as estratégias quando encontramos problemas diferentes.
A toxina botulínica pode reduzir temporariamente a atividade de determinados músculos quando existe indicação.
O bioestimulador possui outro mecanismo e outros objetivos.
Portanto, não devemos pensar nos dois tratamentos como concorrentes.
Se uma determinada alteração decorre predominantemente da atividade muscular e outra está relacionada a características do tecido, podemos discutir abordagens diferentes.
Novamente, a pergunta não é:
“Quantos procedimentos podemos combinar?”
A pergunta é:
“Quantos procedimentos realmente precisamos?”
O pescoço apresenta características anatômicas diferentes da face e, por isso, não considero adequado definir a indicação apenas pela existência de flacidez nessa região.
Existem produtos e estratégias de bioestimulação utilizados em diferentes regiões. Entretanto, a possibilidade de utilização depende do produto específico, de suas indicações e Instruções de Uso, da anatomia e das características do paciente.
Além disso, é importante diferenciar alterações relacionadas predominantemente à qualidade da pele daquelas causadas por mudanças estruturais mais profundas.
Em alguns pacientes, a principal alteração do pescoço pode estar relacionada à pele. Em outros, podem participar gordura, bandas do platisma, posição das estruturas profundas e perda da definição do ângulo entre o pescoço e a mandíbula.
Por isso, minha pergunta não começa com:
“Podemos aplicar bioestimulador no pescoço?”
Começa com:
“O que está causando a alteração que estamos tentando tratar?”
Depois disso, podemos avaliar se existe indicação compatível com determinado produto e se essa utilização está de acordo com suas condições de uso.
Esse cuidado é particularmente importante porque as indicações e regiões de utilização devem ser verificadas para o produto específico, e não generalizadas a partir da categoria “bioestimulador”.
Sim.
O fato de um tratamento estimular uma resposta biológica do organismo não significa que seja isento de riscos.
Podem ocorrer manifestações relacionadas à aplicação, como dor, edema, equimoses e outras reações locais.
Dependendo do produto e da situação, também podem ocorrer intercorrências como irregularidades, indurações, nódulos e outras complicações.
Além disso, estamos falando de produtos injetáveis introduzidos em tecidos que contêm vasos, nervos, músculos e outras estruturas anatômicas.
Portanto:
“Bioestimulador” não é sinônimo de procedimento sem risco.
Conhecer o produto, sua indicação, as estruturas anatômicas envolvidas e as possíveis complicações faz parte do planejamento.
Porque não aplicamos um produto em uma fotografia.
Aplicamos em uma estrutura anatômica tridimensional.
A face possui pele, compartimentos de gordura, músculos, ligamentos, vasos, nervos e esqueleto organizados em diferentes planos.
Além disso, existem variações anatômicas entre as pessoas.
Como cirurgião plástico, estou habituado a analisar a face considerando essas relações entre estruturas e planos.
Essa visão influencia também meu planejamento dos procedimentos injetáveis.
A questão não é apenas onde queremos produzir determinado efeito.
Também precisamos compreender o que existe naquele plano e naquele caminho.
Não necessariamente.
O tamanho de uma incisão ou o tempo necessário para realizar uma aplicação não representam a complexidade do raciocínio utilizado para decidir se ela deve acontecer.
Antes de um procedimento injetável, considero necessário responder a algumas perguntas:
Existe indicação?
Qual alteração estamos tentando tratar?
Qual estrutura está envolvida?
O produto escolhido é adequado para esse objetivo?
A região está contemplada pelas indicações e condições de utilização daquele produto?
Quais estruturas anatômicas precisam ser consideradas?
Quais são os riscos?
E como conduziremos uma eventual intercorrência?
O procedimento pode ser minimamente invasivo. A decisão que o antecede não deveria ser superficial.
Além da indicação clínica, considero importante saber exatamente qual produto está sendo utilizado.
Produtos injetáveis devem estar regularizados na Anvisa e sua utilização deve considerar as indicações e condições previstas nas respectivas Instruções de Uso.
Isso é diferente de considerar que todos os produtos pertencentes à mesma categoria podem ser utilizados da mesma maneira ou nas mesmas regiões.
A rastreabilidade também faz parte desse cuidado.
Informações como fabricante, lote e registro sanitário permitem identificar o produto utilizado caso seja necessário consultá-las posteriormente.
Por isso, considero que segurança em um procedimento injetável envolve diferentes etapas:
indicação, anatomia, escolha do produto, procedência, técnica, rastreabilidade, reconhecimento de intercorrências e acompanhamento.
O fato de um produto estar regularizado não elimina os riscos inerentes ao procedimento. Entretanto, conhecer sua procedência e respeitar suas condições de utilização fazem parte do cuidado.
Ao conversar sobre bioestimulador de colágeno em Blumenau, considero importante explicar que segurança não depende apenas da aplicação, mas também da indicação, anatomia, escolha e rastreabilidade do produto e acompanhamento.
Nenhum procedimento médico permite prometer ausência de complicações.
Por isso, considero importante que o paciente compreenda não apenas o que esperamos do tratamento, mas também seus limites, possíveis intercorrências e sinais que exigem contato com a equipe.
O fato de um procedimento ser realizado em consultório e não exigir uma cirurgia não significa que o produto utilizado seja um cosmético ou que o procedimento seja isento de riscos.
Estamos falando de produtos injetáveis sujeitos a registro sanitário, aplicados em estruturas anatômicas que contêm vasos, nervos e outros tecidos.
A segurança envolve indicação, conhecimento do produto, anatomia, técnica, capacidade de reconhecer possíveis complicações e acompanhamento.
E existe uma pergunta que considero importante:
“Se algo não evoluir como esperado, quem estará preparado para reconhecer o problema e estabelecer a conduta necessária?”
A responsabilidade médica não termina quando acaba a aplicação.
Ela continua no acompanhamento da evolução do paciente.
Não considero adequado avaliar um tratamento apenas pela quantidade de produto utilizada.
O produto faz parte do procedimento, mas não representa sozinho todo o cuidado envolvido.
Antes da aplicação existem avaliação, diagnóstico, indicação e planejamento.
Durante o procedimento existem decisões relacionadas ao produto, região, anatomia, quantidade e técnica.
Depois existe acompanhamento.
Por isso, minha primeira pergunta não é:
“Quanto produto podemos utilizar?”
É:
“Quanto realmente precisamos utilizar — se houver indicação para utilizá-lo?”
O planejamento deve buscar o necessário, e não o máximo possível.
Saber quando não indicar é uma parte importante do tratamento.
Posso não considerar um bioestimulador quando a alteração que incomoda o paciente não corresponde àquilo que essa estratégia consegue modificar adequadamente.
Também podemos encontrar contraindicações, uma relação entre benefício e risco que não considero apropriada ou expectativas incompatíveis com as possibilidades do tratamento.
Existe ainda uma situação particularmente importante:
quando tentamos utilizar um procedimento minimamente invasivo para resolver uma alteração predominantemente estrutural que ele não consegue corrigir adequadamente.
Em alguns pacientes, por exemplo, a principal queixa pode estar relacionada ao deslocamento dos tecidos e à perda mais significativa do contorno facial.
Nesses casos, continuar realizando tratamentos injetáveis pode não abordar a principal causa do problema.
Podemos então discutir outras possibilidades, inclusive tratamentos cirúrgicos, quando houver indicação.
Isso não significa que a alternativa seja obrigatoriamente realizar uma cirurgia.
Também existe a possibilidade de decidir não realizar nenhum procedimento naquele momento.
Saber utilizar uma ferramenta é importante. Saber reconhecer quando ela não é a ferramenta adequada é igualmente importante.
Na consulta, procuro inicialmente compreender o que realmente incomoda o paciente.
Depois, observo a face de maneira global.
Avalio pele, volumes, contornos, proporções, assimetrias, movimentos e a posição dos diferentes tecidos.
Também procuro distinguir duas questões:
O que está relacionado à qualidade dos tecidos? e O que está relacionado à posição ou ao volume das estruturas?
Essa diferenciação influencia diretamente a escolha da estratégia.
Somente depois dessa avaliação discutimos se existe indicação para bioestimulação, qual seria o objetivo, quais são as limitações, alternativas e riscos.
Se houver indicação, a escolha do produto também precisa considerar suas características e condições específicas de utilização.
Ao avaliar um paciente que procura bioestimulador de colágeno em Blumenau, portanto, minha primeira pergunta não é qual produto utilizar.
É:
“O que realmente precisamos tratar?”
Considero a bioestimulação quando encontro uma indicação compatível com aquilo que determinado produto pode oferecer e quando existe uma relação coerente entre anatomia, objetivo, benefício e risco.
Entretanto, bioestimuladores não tratam todos os componentes do envelhecimento.
Em algumas situações, a toxina botulínica pode fazer mais sentido.
Em outras, o preenchimento com ácido hialurônico pode participar do planejamento.
Quando predominam alterações estruturais mais significativas, podemos precisar discutir outras estratégias, inclusive o lifting facial.
E existe sempre uma possibilidade que considero fundamental preservar:
não realizar nenhum procedimento naquele momento.
A medicina oferece cada vez mais produtos, tecnologias e possibilidades de tratamento.
Entretanto, a existência de uma ferramenta não cria automaticamente uma indicação para utilizá-la.
Diagnóstico antes do produto. Anatomia antes da técnica. Indicação antes do procedimento.
Determinados produtos podem estimular uma resposta tecidual relacionada à produção e à remodelação de colágeno. A indicação depende do produto, da região, das características do paciente e do objetivo do tratamento.
Depende do produto, da forma de utilização e da indicação. Produtos diferentes apresentam características distintas. Por isso, não considero adequado afirmar genericamente que todo bioestimulador produz ou não produz volume.
Pode participar do tratamento de determinadas alterações relacionadas à flacidez e à qualidade dos tecidos. Entretanto, flacidez possui diferentes causas e graus, e alterações estruturais mais significativas podem exigir outras estratégias.
Não. São tratamentos com mecanismos e indicações diferentes. A escolha depende das estruturas responsáveis pela alteração e da magnitude do problema.
Não. Embora determinados efeitos possam se sobrepor dependendo do produto, mecanismos e objetivos não são idênticos. A escolha deve partir do diagnóstico.
Não considero adequado definir um único produto como “o melhor”. A escolha depende das características do produto, anatomia, região, objetivo e condições individuais do paciente.
A resposta relacionada à bioestimulação tende a ocorrer progressivamente. O tempo varia conforme produto, estratégia e características individuais. Por isso, não deve ser apresentado como uma promessa idêntica para todos.
A duração varia. Produto, região, características individuais e estratégia utilizada podem influenciar a evolução. Prefiro trabalhar com estimativas e não com garantia de um prazo específico.
Para pacientes que procuram bioestimulador de colágeno em Blumenau, não considero adequado estabelecer previamente o mesmo número de sessões para todos.
Sim. Procedimentos injetáveis podem produzir efeitos locais e outras complicações. Avaliação, conhecimento anatômico, escolha do produto, técnica e acompanhamento fazem parte da segurança.
A regularização de dispositivos médicos pode ser consultada nos sistemas oficiais da Anvisa. Além disso, informações de rastreabilidade, como fabricante, lote e registro sanitário, permitem identificar o produto utilizado.
Pode existir indicação para combinar estratégias quando encontramos alterações diferentes que justificam tratamentos diferentes. Entretanto, realizar mais procedimentos não significa necessariamente realizar um tratamento melhor.
Quando a alteração não corresponde àquilo que o tratamento consegue modificar adequadamente, quando existem contraindicações, quando a relação entre benefício e risco não é apropriada ou quando outra estratégia aborda melhor a causa predominante.
Dr. Leonardo Aguiar
Cirurgião Plástico
CRM-SC 9847 | RQE 8345
Conteúdo de caráter educativo. As informações desta página não substituem avaliação médica individual, necessária para estabelecer indicação, contraindicações, riscos e planejamento do tratamento.